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Meus projetos musicais atuais estão todos relacionados aos gêneros mais importantes da música popular brasileira, como Samba, Choro e Bossa-Nova. Meus principais trabalhos:
» bandolinista do duo Choro na Manga, com o violonista italiano Fabrizio Forte;
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bandolinista do Quarteto Baticumbando, com Roberto Taufic (violão), Simon Papa (voz e percussão), e Gilson Silveira (percussão);
» violonista do duo Brasileirices com a cantora italiana Giulia Firpo;
» violonista do Quarteto Rio de Janduia, com Bruno Selle (violão), Giorgio Panzica (percussão) e Renata Bolognesi (voz).
Meu primeiro contato com música foi através de meu avô, Cyro Tucunduva, o Chuvinha, que era solista de Choro de alguns regionais entre as décadas de 30 e 60. Ele me ensinou a tocar algumas músicas ao bandolim quando eu tinha algo como 5 ou 6 anos. Depois dessa época, eu voltaria a tocar bandolim somente em meados de 2002.
Lembro-me de tocar Conversa de Botequim, um samba de Noel Rosa, e Noites Cariocas, um dos mais famosos choros de Jacob do Bandolim. A segunda parte deste choro eu não tocava completa, pois havia uma breve modulação e eu sempre me perdia naquele trecho…
Em 1989, iniciei meus estudos regulares de música, tendo aulas de guitarra e, posteriormente, violão, que se tornaria definitivamente meu instrumento principal. Um grande incentivador foi o meu tio, Lino Tucunduva, que me ensinou a tocar Astronauta, de Baden Powell, uma das primeiras músicas consistentes que eu toquei ao violão. Como violonista, tenho desenvolvido tanto repertório solo quanto camerístico. Como bandolinista, tenho trabalhado como solista em grupos de Choro.
Estudei ainda um dos instrumentos de que eu mais gosto, o violoncelo - tive aulas regulares por aproximadamente um ano e meio, até 2001, e pretendo retomar meus estudos assim que tiver tempo disponível.
Por ser canhoto, mas especialmente por não ter recebido uma boa orientação desde o princípio, toco meus instrumentos 'de ponta-cabeça', como dizem alguns amigos. Diferentemente do Canhoto da Paraíba, que empunhava ao contrário um violão destro, meus instrumentos são totalmente adaptados.
No âmbito neurológico, há sérias controvérsias quanto a vantagens ou desvantagens dessa inversão; apesar de eu mesmo ser bastante cético, não sou um estudioso do assunto e por isso limito-me a dizer - por experiência própria - que ambas as mãos de um canhoto podem fazer as mesmas coisas, mas a mão esquerda sempre será capaz de fazer melhor.
Violão Meu primeiro violão, assim como o de grande parte dos violonistas brasileiros, foi um Di Giorgio - emprestado por três grandes amigos, Paulo César, Edu e Neco - e é o instrumento com que eu estudei durante muito tempo. Em setembro de 1999 encomendei um instrumento novo ao luthier paulistano João Batista, que construiu para mim um excelente violão 7 cordas, com tampo de cedro, que utilizo até hoje.
Bandolim O bandolim que pertenceu ao meu avô é um Del Vecchio construído em 1974. Em abril de 2003, encomendei um instrumento novo ao luthier Vergílio Lima, da cidade de Sabará (Minas Gerais), que construiu para mim um bandolim de 10 cordas de timbre excelente.
Violoncelo Tenho um violoncelo de origem chinesa, com algumas partes modificadas pelo luthier Ivan Guimarães, de quem o comprei em novembro de 1998, junto a um arco de origem alemã, bastante bom para estudo. Um novo cavalete foi feito pelo luthier Luigi Bertelli. Em linhas gerais posso dizer que tenho um instrumento razoável, mas que será aposentado tão logo eu possa adquirir um instrumento superior.
Guitarra Não vou comentar sobre a minha primeira guitarra que tive, um instrumento de nível vergonhoso. Tenho uma Finch Les Paul feita sob encomenda em 1991, que está devidamente aposentada desde 1997, quando comprei uma Samick KR570, uma guitarra coreana suficiente para meus propósitos atuais. Não tenho tocado já há muito tempo, mas ela está sempre lá para qualquer eventualidade.
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